O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), definido pela Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, é o sistema que determina os critérios e normas para a criação, implantação e gerenciamento de Unidades de Conservação (UCs)  no território nacional e nas águas jurisdicionais, compreendendo o mar territorial, a zona contígua e a zona econômica exclusiva do país.

Dentre seus objetivos, estão contribuir para a conservação da biodiversidade,  recursos genéticos, proteção da paisagem natural e suas características físicas e culturais, restauração de ecossistemas degradados e promoção do desenvolvimento sustentável através de práticas de conservação. Além disso, promove o fomento à pesquisa científica, monitoramento ambiental, valorização do conhecimento tradicional, garantia de recursos para a subsistência de populações tradicionais, incentivos  à promoção da educação ambiental e o turismo ecológico.

O surgimento do SNUC tem como uma de suas influências o Art. 225 da Constituição Federal, que se refere ao direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, ressaltando a responsabilidade do Poder Público e do coletivo em assegurar sua preservação para as gerações atuais e futuras.

A gestão do sistema se dá através de órgãos dos diferentes níveis de Poder Público: federal, estadual  e municipal. Como órgão consultivo e deliberativo, responsável por assistir à implementação do sistema, está o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). O órgão central, com função de coordenação, é representado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Por fim, os órgãos executores compreendem o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), além de outras instituições estaduais e municipais, atuando na implementação, auxiliando as propostas de criação e gerenciando as Unidades de Conservação.

São variados os desafios para manutenção do sistema, pois envolvem diferentes setores governamentais, além das populações presentes nas UCs, mostrando a responsabilidade coletiva necessária  para o seu funcionamento. No entanto, este continua servindo como base para o surgimento de projetos de conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, a valorização do conhecimento tradicional e de desenvolvimento sustentável.