Visto a ampla diversidade de espécies florestais presentes no Brasil, nativas e exóticas, existem diferentes níveis de interesse que as classificam em categorias, dentre elas as de interesse comercial, as sem mercado, e ameaçadas de extinção.

As espécies consideradas de interesse comercial são as direcionadas para o mercado, com permissão de exploração, pois já possuem um histórico de uso devido às características organolépticas, denominadas como perceptíveis aos sentidos humanos, como cor, brilho, cheiro, ou outras propriedades físicas, como densidade, umidade e acústica, podendo ser submetidas a programas de melhoramento que buscam a produtividade maior e de melhor qualidade, sendo também utilizada em plantios  monoculturais, ao invés do manejo nas florestas. Em contrapartida, existem espécies passíveis de exploração, mas sem valor comercial, devido às características como tortuosidade do tronco, tempo de crescimento, entre outras peculiaridades vistas como indesejáveis comercialmente, por dificultar processos como da colheita e beneficiamento.

Além disso, existem as espécies protegidas por lei, que também podem ser comerciais, normalmente é resultado de um histórico de exploração intensa que desencadeou a redução da sua ocorrência na floresta, onde, dependendo do grau de ameaça de extinção, torna proibida sua extração ou, de acordo com a Instrução Normativa nº 1, de 12 de fevereiro de 2015, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), permite o manejo das espécies recorrentes na “Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção” dentro da classificação Vulnerável (VU), na Amazônia, desde que através de um Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), com critérios específicos de seleção de corte, de forma a garantir que estas possam continuar sendo manejadas futuramente.