Segundo o Sistema Florestal Brasileiro (SFB), o Inventário Florestal é um levantamento que serve para gerar informações sobre os recursos florestais brasileiros. Entre as atividades produzidas, estão a coleta de dados de florestas naturais e plantadas, como amostras de solo, folhas, frutos, flores e sementes, a medição das árvores, como circunferência e diâmetro a altura do peito e a realização de entrevistas com os moradores ao redor. Com essas fontes de dados, pode-se entender melhor sobre a qualidade e as condições das florestas, junto a sua importância. Além disso, há outras informações detalhadas que são produzidas durante o processo de Inventário, como a estrutura, composição, saúde, vitalidade das florestas, biomassa, estoque de madeira e carbono. A proposta é que o Inventário seja realizado periodicamente, nos mesmos locais para que se obtenha as mudanças ao longo dos tempos. 

Os Inventários Florestais possuem grande importância, pois além de disponibilizarem dados para sociedade sobre a situação das florestas, eles servem para apoiar a formulação de políticas públicas e identificar  estratégias e oportunidades para a recuperação, a sustentabilidade e a conservação de recursos naturais. Eles também são vistos como grandes ferramentas na gestão de recursos florestais dos países, e têm crescido no contexto de agendas internacionais  que incluem as mudanças climáticas, efeito estufa e diversidade biológica. Eles servem também como base de informação para instituições de pesquisa, universidades, além de estar integrado aos sistemas de controle da madeira, como inventário florestal 100%, presente no Plano Operacional Anual (POA), apresentando as espécies e quantidades em metros cúbicos (m³) autorizadas à exploração. 

Foi em 1980 que o Brasil realizou sua primeira edição de Inventário Florestal Nacional, com o objetivo de gerar informações sobre o estoque de madeiras disponíveis em florestas plantadas e naturais. Foi nessa época que os primeiros inventários regionais e particulares foram produzidos no país, que subsidiaram programas de colonização e planejamento. Posteriormente, os inventários e levantamentos se tornaram estaduais. Em 2005 a 2009, o SFB reuniu especialistas brasileiros e representantes de outros países para definir o escopo e metodologia do Inventário Florestal Nacional (IFN). Em 2009, o SFB implantou o levantamento em todos os estados, mesorregiões, biomas e no país conforme os recursos disponíveis e as negociações com os governos locais.

O Inventário Florestal Nacional está previsto na Lei de Proteção da Vegetação Nativa. É executado através de recursos do governo federal, estadual e de projetos de apoio financiados pelo Fundo Amazônia, Programa de Investimento Florestal (FIP) e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).