A Reposição Florestal, definida pelo Decreto nº 5.975, de 30 de novembro de 2006, é responsável por suprir a matéria-prima que foi extraída da vegetação natural, através de plantios que servem para recuperar a cobertura florestal e gerar um estoque. As pessoas físicas e jurídicas que utilizam a matéria-prima proveniente de supressão de vegetação nativa e que detenham de uma autorização da mesma, são obrigadas legalmente a efetuar a reposição. O detentor dessa autorização de supressão ou uso alternativo do solo deverá apresentar créditos de reposição florestal. Quando a matéria-prima for destinada à comercialização, é necessário a apresentação de um Inventário Florestal 100% e a comprovação do crédito deverá ser correspondente ao volume declarado no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (SINAFLOR), com diferença de no máximo 5% da volumetria autorizada.

A comprovação do cumprimento da reposição florestal poderá ser realizada mediante ao plantio de área com a finalidade de gerar crédito, licenciado pelo contrato de cessão referente a área usada, que vai apresentar duas vias: a primeira deve ser anexada ao processo de Licenciamento da supressão vegetal e a segunda via deve ser anexada ao responsável pela reposição. É necessário que esse contrato contenha nome e localização do imóvel com as coordenadas geográficas, nome e CPF do detentor e o número do processo.

O responsável por explorar a vegetação em terras públicas, sem autorização ou em desacordo com a autorização, é obrigado a efetuar a reposição florestal, sob qualquer regime. Já para aqueles que utilizam costaneiras, aparas, cavacos ou resíduos advindos de atividade industrial estão isentos da obrigatoriedade da reposição. Estão inclusos aqueles que também utilizam matéria-prima oriunda de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), de florestas plantadas, não madeireiros, provenientes da erradicação de cultura ou poda de espécie frutífera, de desbaste de floresta plantada ou podas de espécies em área urbana, e de áreas não consolidadas não destinadas à comercialização.

Para a renovação de Autorização de exploração de uso alternativo do solo é necessário apresentar uma justificativa técnica da não realização da supressão da vegetação durante o período de validade, além de apresentar uma comprovação da reposição. E no ato da emissão da renovação será considerado o ajuste do crédito de reposição comprovado na autorização inicial.