O Plano Operacional Anual (POA) é o documento que descreve as atividades a serem realizadas, neste caso para setor florestal, no Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), no período de um ano. Dentre estas, estão as pré-exploratórias, como o macrozoneamento da Unidade de Produção Anual (UPA), o microzoneamento das Unidades de Trabalho (UT’s), indicando as Áreas de Preservação Permanente (APP) e áreas inacessíveis, com declividade superior a 30º. Em seguida, é delimitada a abertura de trilhas de arraste na UPA e UT’s, o inventário florestal 100%, para quantificação e qualificação das espécies florestais a serem exploradas, envolvendo mecanismos que permitam a localização da árvore inventariada na floresta e o controle da sua origem, sendo essas informações utilizadas no Documento de Origem Florestal (DOF), como também para a certificação florestal. Além disso, há o estabelecimento e medição de parcelas permanentes, determinação de equações de volume para a Unidade de Manejo Florestal (UMF) e planejamento da infraestrutura. 

As atividades exploratórias compreendem a construção da infraestrutura, planejamento de operações de corte, derrubada direcionada de árvores, arraste, transporte, pátio de estocagem, mensuração de equipamentos, máquinas, equipes de campo e ações de controle e monitoramento do crescimento da floresta e da exploração. Para a pós exploração, são abordadas a manutenção da infraestrutura, análise de danos, ações mitigadoras e/ou compensatórias, além de propostas de redução dos impactos físicos, biológicos e socioeconômicos.

O cadastramento do POA é realizado no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), sendo este gerenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Dessa forma, o Plano representa um acompanhamento do progresso do PMFS em um período menor de tempo, onde os resultados gerados servem de base para as adaptações ou correções necessárias, seguindo os conceitos de manejo de impacto reduzido, buscando garantir a manutenção de recursos para a recuperação da estrutura florestal e explorações futuras.