As atividades pós-exploratórias são aquelas realizadas dentro das Unidades de Manejo Florestal (UMF), permitidas pela Concessão Florestal durante o período de embargo, sendo este uma etapa onde não é permitido a realização de atividades de exploração e transporte nas Unidades de Produção Anual (UPA). Para empresas ou pessoas físicas que apresentarem em seu Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) uma proposta de manejar mais de uma Unidade de Produção Anual (UPA), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) exigirá o Plano Operacional Anual (POA), um relatório pós-exploratório junto há um mapa de localização da UPA, sua infraestrutura e um inventário florestal 100%.

Dentre as atividades que constam no relatório pós-exploratório incluem a avaliação de danos, desperdícios e impactos que irão ocorrer na área a ser manejada, o monitoramento do crescimento e produção da floresta, o desenvolvimento de tratamentos silviculturais, a manutenção da infraestrutura permanente, medidas de proteção florestal e coletas de dados do inventário contínuo. Fica proibido atividades como construções de estradas, pátios, derrubada, arraste e transporte de madeiras nas estradas secundárias dentro das UPAs.

As avaliações de danos ocasionados nas florestas remanescentes e os desperdícios pela exploração florestal devem ser realizadas periodicamente, pois é importante para melhorar anualmente o trabalho de manejo florestal. As avaliações buscam orientar a equipe de exploração a fim de evitar desperdícios e irregularidades, portanto, é importante analisar as condições do maquinário, peças e ferramentas utilizadas durante a exploração. As análises também podem ser feitas através de amostragem, estimando o número de árvores danificadas, os danos em fuste, copas e a mortalidade das árvores. Há também os tratamentos silviculturais que podem ser feitos em escalas reduzidas, buscando melhorar o desenvolvimento da floresta quando o incremento anual for inferior ao esperado para o manejo sustentável, através de plantios em áreas de baixa densidade, enriquecimento em clareiras, eliminação de concorrências, corte de cipós e outros. Além disso, o pós-exploratório envolve a descrição de ações de proteção da área, como sinalizações e restrições de acesso, com o propósito de garantir a manutenção da estrutura da floresta para as explorações futuras. Por fim, a manutenção da infraestrutura permanente, como as estradas principais e de acesso, que é um fator importante para o bom funcionamento das atividades de um novo ciclo de exploração.