Diferente de outros estados, que utilizam o Documento de Origem Florestal (DOF), o Guia Florestal (GF) compreende a licença para o transporte de produtos e subprodutos florestais, utilizados especificamente por estados como o Pará, Mato Grosso e Rondônia, através do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (SISFLORA)

De acordo com o material a ser transportado, seja ele dentro ou interestadual, é necessária a emissão de diferentes guias florestais. As modalidades recebem a nomenclatura de “GF1”, “GF2”, “GF3”, e assim por diante, variando entre o transporte de toras, ou de produtos beneficiados, como lenha, toretes, carvão,  semi acabados, industrializados e resíduos, além de produtos não madeireiros, como óleos, palmito, frutos, flores, sementes, entre outros, sendo também considerados aqueles provenientes de doações ou apreensões, podendo essa variação de categorias ser diferente, em função das normas de cada estado. 

São isentos da emissão do GF, os produtos e subprodutos florestais advindos de florestas plantadas, exóticas ou nativas, desde que não façam parte da Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, ou sejam protegidas por lei, mesmo quando fora das Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, além daqueles cujo destino seja a fabricação de carvão vegetal ou quando a origem for de difícil ou impossível individualização e identificação. No entanto, esses devem ser acompanhados de Nota Fiscal (NFe), a Declaração de Corte e Colheita (DCC) e a Licença de Atividade Rural (LAR), sendo também competência da Secretaria de Estado e Meio Ambiente (SEMA) a implantação de procedimentos administrativos necessários para devolução ou baixa de crédito dos produtos no SISFLORA.