Instituído pela Portaria nº 253, de 18 de agosto de 2006, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Documento de Origem Florestal (DOF) consiste na permissão obrigatória para o transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais, informando dados relativos à identificação do material, volumetria, origem e destino, seguindo as condições estabelecidas pelo Art. 36 da Lei de Proteção da Vegetação Nativa.

Para cada carga transportada, é necessária a emissão de um DOF, devendo este acompanhar o material até o seu beneficiamento final, sendo sua reutilização  considerada uma infração ambiental.

A emissão do DOF exige o registro da pessoa física ou jurídica no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP), sendo ambos integrados ao Sistema  Nacional  de  Controle  da  Origem  dos  Produtos Florestais (Sinaflor), sob gestão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), também responsável pela sua implementação pela plataforma online, de forma gratuita, de maneira a promover uma descentralização da gestão florestal. 

Para que se possa emitir o Documento de Origem Florestal, é necessário submeter o procedimento ao IBAMA através do módulo “Oferta” que consta no documento. A ”Oferta” deve ser emitida pelo vendedor e aceita pelo destinatário do produto, não sendo necessário o uso da Declaração de Vendas de Produtos Florestais (DVPF). Posteriormente, o comprador dos produtos florestais deve acessar o Sistema para aceitar a oferta feita a ele pelo vendedor.

Alguns estados, como o Pará e o Mato Grosso, possuem sistemas próprios de controle da madeira, denominado Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (SISFLORA), sendo o Guia Florestal (GF) utilizado para o transporte, classificado em diferentes categorias, como “GF1”, “GF2”, e assim por diante, variando os tipos de produtos e deslocamentos. Esses sistemas devem seguir os critérios estabelecidos na Resolução nº 379, de 19 de outubro de 2006, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) para ter validade nacional.