As matérias primas oriundas da floresta podem ser quantificadas e qualificadas através do coeficiente de rendimento volumétrico (CRV) que representa a relação entre o volume da tora processada e o volume da madeira serrada, expresso em percentagem. O resultado final obtido pela relação do CRV pode ser afetado por alguns fatores que incluem o diâmetro das toras, tempo de pátio, características das espécies e técnicas de desdobro.

Segundo a Resolução nº 411, de 6 de maio de 2009, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), toda conversão de matéria prima florestal que passou por processamento ou pelo processo semi-mecanizado industrial deve ser informado ao Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) ou no sistema eletrônico estadual integrado e deve corresponder ao limite máximo do CRV. Eventualmente, podem ocorrer perdas durante a conversão de produtos processados que deverão ser informadas no Documento de Origem Florestal (DOF), conforme o volume obtido. Os limites permitidos do CRV podem sofrer variações de acordo com as mudanças na legislação, e para coeficientes elevados o empreendedor deverá apresentar estudo técnico referente ao Termo de Referência padrão, que irá depender da aprovação do órgão correspondente. É importante ressaltar que para cada produto há um coeficiente de rendimento volumétrico diferente, como por exemplo, a madeira serrada vinda de toras e toretes com coeficiente aproximado de 35%, o carvão vegetal oriundo de lenhas que possui CRV aproximado de 34%, enquanto que para lâminas faqueadas oriundas de toras ou toretes o valor varia para 45%, há também as lâminas torneadas vindas de toras com valor aproximado de 55%, são valores distintos para cada produto